Homem Irracional novo longa de Woody Allen

HOMEM IRRACIONAL, de Woody Allen, conta a história de um professor de filosofia atormentado, que passando por uma crise existencial redescobre a vontadeposter-homem-irracional-evideoclipe de viver. O professor de filosofia Abe Lucas (Joaquin Phoenix) está no fundo do poço, emocionalmente falando, incapaz de encontrar qualquer significado ou alegria na vida. Abe sente que tudo o que tentou fazer, do ativismo político ao ensino, não fez diferença alguma. Logo após chegar a uma faculdade para trabalhar em uma pequena cidade, Abe se envolve com duas mulheres: Rita

Parker Posey como Rita Richards e Emma Stone como Jill Pollard
Parker Posey como Rita Richards e Emma Stone como Jill Pollard
Richards (Parker Posey), uma professora solitária esperando que ele a salve do casamento infeliz; e Jill Pollard (Emma Stone), sua melhor aluna, que se torna sua amiga mais próxima. Apesar de amar o namorado Roy (Jamie Blackley), Jill acha a personalidade artística e angustiada de Abe e o seu passado exótico irresistíveis. Mesmo quando Abe mostra sinais de desequilíbrio mental, sua fascinação por ele só aumenta. Ainda assim, quando tenta tornar a relação entre eles romântica, ele a rejeita. Tudo muda quando Abe e Jill ouvem, sem querer, a conversa de um estranho e acabam se envolvendo na história. Quando faz uma escolha importante, ele consegue abraçar novamente a vida. Porém, sua decisão desencadeia uma série de eventos que afetará não só a ele, mas também a Jill e Rita para sempre.
O longa foi filmado em Newport, Rhode Island, com o campus da Universidade Salve Regina servindo como a faculdade fictícia de Braylin. Todas as locações foram em Newport, Providence e arredores. A trilha sonora se baseou principalmente no Ramsay Lewis Trio, particularmente as canções “The ‘In’ Crowd” e “Wade in the Water” além de “Look-A-Here.” Allen diz: “Essa banda tem uma batida contínua, pulsante que funciona muito bem com o material visual, seja no momento em que as pessoas estão dirigindo, caminhando ou tendo comportamentos erráticos. Existe um tom e um ritmo fortes nessas músicas, então elas sugerem a tempestuosidade da personalidade de cada personagem”.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Assim como muitos de seus dramas, Allen fez o filme em widescreen. Allen diz: “Geralmente acredito que as menores histórias funcionam muito bem em widescreen, ao contrário do que muitos acreditam, porque pensam que o filme precisa ser de faroeste ou de guerra para ser filmado dessa forma”. Ao contrário do estilo mais romântico que tem usado em seus filmes mais recentes como Meia Noite em Paris (Midnight in Paris) e Magia ao Luar (Magic in the Moonlight), ele sentiu que o material pedia mais realismo. “É muito mais fácil fazer um filme sobre a Paris dos anos 20, com lâmpadas de rua, pedras arredondadas e treinadores de cavalos, e fazê-lo parecer caro”, diz. “Porém, para fazer um filme como esse ser visualmente interessante requer muito planejamento e acredito que foi o que exatamente fizemos. Mas eu não queria nenhuma estilização extra que interferisse com a história, porque o importante é fazer com que o público se identifique com os personagens, e por sorte, os atores me deram isso”. Allen acha que Phoenix possui uma “complexidade interior” que funcionou muito bem para o papel. “Tudo o que você der a ele para fazer ou dizer se torna interessante por causa desta complexidade que ele naturalmente projeta”, diz Allen. “Existe algo por trás o tempo todo”. É a segunda vez consecutiva que Stone trabalha com Woody Allen em um filme, a primeira vez foi em Magia ao Luar (Magic in the Moonlight). “Emma transmite inteligência”, diz Allen. “Ela é extremamente versátil, muito engraçada quando precisa e intensamente dramática quando precisa”.
Woody Allen
Woody Allen
“Quando li o roteiro”, diz Stone, “comecei a me questionar bastante sobre a moralidade. Abe não vive pelas regras do mundo e Jill está tentando descobrir até onde pode ir”. Stone continua: “Eu também gostei do fato de o roteiro explorar os temas da aleatoriedade e do destino que estavam presentes em Magia ao Luar (Magic in the Moonlight) e em tantos outros filmes de Allen”. A aleatoriedade é a marca principal em HOMEM IRRACIONAL. A história vai se desenrolando em meio a uma cadeia de eventos fortuitos que têm consequências sérias na vida dos envolvidos. Ela ilustra uma das principais crenças filosóficas de Woody Allen. “Eu acredito muito na aleatoriedade sem sentido da existência”, diz ele. “Eu pregava essa ideia durante as filmagens de Ponto Final – Match Point (Match Point) e Abe prega esta mesma ideia nas aulas. Toda a existência se resume a algo sem ritmo ou razão de ser. Todos nós estamos sujeitos à contingência frágil da vida. Você sabe, basta um pequeno desvio errado…”.
Fonte: Imagem Filmes
Veja a ficha técnica do filme

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