Perdido em Marte: Cultivando o Futuro do Ser Humano

Matt Damon no Filme Perdido em Marte

Perdido em Marte (ficha técnica) vem para as telonas, adaptado a partir da obra The Martian de Andy Weir. Quem ficou a cargo da direção foi Ridley Scott, diretor consagrado por obras primas como Blade Runner: O Caçador de Andróides, Alien e Gladiador.
Pouco a pouco Ridley Scott volta aos holofotes. Ele dirigiu recentemente filmes de grande bilheteria como Êxodo: Deuses e Reis e também Prometheus, onde tenta criar a história de origem de Alien. Todos com boas bilheterias, mas que parecem carecer daquele brilho encantador e certeiro dos blockbusters mais antigos de sua carreira.
Perdido em Marte - Review do Filme
Tive o prazer de poder assistir o filme na sala XD do Cinemark em 3D. Assistindo assim, pude ter uma imersão maior para sentir na pele as dificuldades e a jornada do personagem principal durante o filme.
Em Perdido em Marte o diretor faz um grande acerto. Ele traz uma ficção cientifica de qualidade com conceitos bem possíveis, do ponto de vista científico, sem exageros extremamente mirabolantes como outros filmes que mostraram o planeta vermelho, agradando aos leigos, mas sem tender demais ao didatismo.
No filme a missão Ares 3 é atingida por uma tempestade de areia inesperada, que obriga a tripulação a partir imediatamente. Mark Watney (Matt Damon) é dado como morto ao ser atingido na fuga. A partir daí pouco a pouco somos apresentado a cada dificuldade de Watney em continuar vivo e aguardar uma possível missão de resgate.
O filme acerta em uma excelente trilha sonora, bem amarrada ao roteiro, com ótima escolha das músicas, todas bem pontuadas, trazendo uma estética retrô, repleta também de referências e que nos remete à época das primeiras missões de exploração à nossa Lua.
Perdido em Marte. Resenha do filme!
Embora as situações do filme pudessem ser palco de uma verdadeira tragédia grega, devido aos problemas que começam a acontecer no dia a dia, Watney mostra uma personalidade sarcástica e cômica que alivia o drama, trazendo uma postura firme e decidida, ideal para encontrar soluções para os problemas inesperados de Marte com uma mente limpa e focada.
A todo momento no filme fiquei me questionando: será que se fosse comigo, eu teria essa postura? Será que eu aguentaria tudo o que ele passou, toda essa solidão?
A tripulação do filme e os representantes da Nasa na Terra acabam por ter menor participação no enredo, pois o foco está nas tentativas de sobrevivência de Watney, mas temos a roubada básica de cena de Michael Peña, que interpreta um dos astronautas da missão, com seu carisma inesquecível de outros filmes, como o Homem Formiga.
Review Perdido em Marte
Por falar em carisma, vemos um lado muito divertido de Matt Damon, menos sério do que em outros filmes como Elysium e (curiosamente, outra história sobre resgate) Resgate do Soldado Ryan, com piadas muito engraçadas por todo o filme, intercalando com as dificuldades e decisões difíceis a cada passo concluído.
O tom do filme como um todo é agradável e conta também com momentos de surpresa e de suspense de tirar o fôlego, pois ficamos com a impressão da fragilidade do ser humano em um ambiente tão hostil. O ar, a atmosfera, os alimentos racionados e a dificuldade na comunicação, sendo que estamos acostumados com o dinamismo da comunicação hoje em dia. Acabamos torcendo por Watney e comemorando junto com ele cada etapa.
Embora o filme não traga questionamentos tão profundos quanto ao futuro da humanidade, como em Interstellar, que critica o progresso da destruição humana, em Perdido em Marte vemos um planeta com as atenções voltadas a esse astronauta, um inesperado inocente que tomou a atenção no mundo, com cenas que lembram ao sensacionalismo que reféns levam pela grande mídia. Todos atentos para o futuro de Watney.
Matt Damon interpreta astronauta em Perdido em Marte
Fica aqui o questionamento do futuro da raça humana. Somos capazes de usar a nossa criatividade para solucionar também os problemas de nosso mundo? Podemos nos comportar com esse vigor também para pensar no coletivo?
O filme mostra um sutil exemplo de que, sob condições extremas, a vida rompe barreiras, encontra soluções, cria maneiras de se perpetuar em vez de perecer. Há alguns outros detalhes do roteiro que não comentarei por serem spoilers, mas fica o fio de esperança para nos organizarmos em prol de objetivos em comum, quebrando fronteiras entre nações, entre idiomas, em direção a um futuro mais similar ao de Star Trek com uma civilização mais unida.
Que tal em nosso dia a dia encontrarmos meios de usar as gambiarras, as maluquices científicas e o eterno pensar fora da caixa que nos coloca acima de outros seres? Vamos plantar a semente do nosso próprio futuro, um passo de cada vez.
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