Sense8: Os Horizontes dos Sentidos – Review da Série Original Netflix

Sense 8 - Os Horizontes dos Sentidos Humanos

Sense 8 é uma das Séries Originais Netflix que tiveram grande destaque nesse ano. Já é sabido que a Netflix está crescendo com força em diversos países, incluindo o Brasil, com anúncios de séries originais e exclusivas em seu catálogo.
A Netflix tem feito séries de alta qualidade. House of Cards, Demolidor, Orange is the New Black... todas estão aí para provar que eles sabem o que fazem, porém Sense 8 tem tanto seus acertos, quanto erros bem notáveis e abordarei aqui.
Sense 8. Mistérios e Conspirações
A série conta a história de oito personagens de diversas partes distantes do globo. Os sensates contam com uma conexão especial entre si, que permitem compartilhar experiências, sensações, aprendizados e habilidades diversas. Quando um está triste, o outro sente, quando um está animado o outro também sente.
A série triunfa em cortes muito bem elaborados, transitando de um local a outro com muita suavidade. Os planos de câmera são igualmente bons, mostrando todas as belezas e contrastes das cidades de origem de cada um dos personagens principais, abrindo um leque de diversidade de cultura, de pluralidade que transpira pela tela.
Por falar em diversidade, a série conta com uma amostragem cultural bem diversificada, abrangendo quase todos os lados do mapa, menos a Rússia. Há um homossexual latino não assumido, uma asiática, um afro descendente, uma indiana, uma transgênero, um alemão, um típico novaiorquino e um típica garota islandesa.
lanawachowskiA série é dirigida e produzida pelos fantásticos irmãos Wachowski (Matrix; V de Vingança; Cloud Atlas) e J. Michael Straczynski (roteirista e produtor de Babylon 5; roteirista de diversas histórias em quadrinhos e também formado em psicologia). Lana Wachowski (antes Laurence Wachowski) é uma transgênero e acaba por passar um pouco da sua experiência para as telas com um personagem que passou por algo semelhante. J. Michael ainda complementa tudo isso com uma visão sua de psicologia, que mostra um pouco dos preconceitos que as pessoas transexuais e também homossexuais sofrem, em diferentes contextos.
De certa forma é positiva essa impressão na série, colocando um mix de personagens bem diversificado. Estamos acostumados a algumas mesmices em séries de TV e filmes e Sense 8 oferece um choque de realidade para moralistas e conservadores, com direito a cenas com um toque soft porn, nus frontais e tudo o mais.
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A minha crítica para a série acaba não sendo sobre a diversidade sexual, um dos principais focos da série, mostrando que não há vergonha em ser você mesmo, em ter uma personalidade, em ser quem você deve ser. Em minha opinião, os personagens da série ficaram extremamente caricatos. A indiana se comporta como uma visão hollywoodiana de uma indiana, assim como o afrodescendente e todos os demais. Todos trazem um tom que beira ao de piada, seja por carecer de emoção nas falas, seja por inexperiência deles, manchando uma trama que seria sensacional com atuações mais profundas.
É perceptível que houve um propósito nas escolhas das personalidades, em exemplificar a raça humana com arquétipos específicos para passar a mensagem adiante, oferecer o lado superior do ser humano, mais conectado, mais abrangente e acolhedor, porém os atores não colaboram para o desenvolvimento e acaba por irritar um pouco o desenrolar da trama, com raras exceções em que podemos ver atuações mais memoráveis.
Sensates em Sense 8
Fora isso a série traz um roteiro que acaba te prendendo, um quebra-cabeça que instiga. Cada um deles acaba por desempenhar um papel, oferecendo uma contribuição para um todo a ser revelado.
Dentre os pontos altos aponto a fotografia que é de encher os olhos, com lindas paisagens e cenários urbanos e em campos abertos, além da trilha sonora que te embala e te convida a cantar junto com os personagens, dando a entender que você foi atingido pela sensação de todos eles. Por falar nisso, esses dias percebi que uma das músicas principais da série acabou entrando nas mais tocadas da rádio, vide abaixo.

Fica então a dica dessa série, que deixa um gostinho de quero mais. Veja alguns episódios para entender você também essa relação de amor e ódio que tive com a série. Vicia facilmente e te faz pensar bastante em uma humanidade mais conectada e cheia de empatia.

Imagens: Divulgação Netflix. Demais fotos no início do artigo: Murray Close/Netflix
Veja a ficha técnica completa e trailer legendado.
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