A importância do equilíbrio das emoções – Divertida Mente

Adoro coisas que tenham significado, isso parece bem óbvio não é mesmo? Mas tem muitas coisas por aí que você vê e depois faz aquela pergunta: “Porque o cara perdeu tempo na vida dele fazendo isso?”, ou “Porque eu perdi meu tempo vendo isso?”, pois é! Mas, a proposta do conteúdo precisa disso, e não haja dúvidas, até porque essa questão entra no quesito gosto, e como sabemos isso não se discuti.
Bom, entrei neste mérito para falar do quanto valorizo uma boa criação, vale pra qualquer coisa, desde que tenha cunho filosófico e que nos ajude a pensar a vida de forma diferente.
Com a animação “Divertida Mente” produção da Disney que estreou por aqui em 18 de junho de 2015, é assim! Uma bela produção de reflexão, talvez, não diferente das ultimas levas de animações produzidas, afinal temos notado cada vez mais que elas são feitas para vender mensagens para adultos e brinquedos para as crianças.
O filme mostra como são “administrados” os sentimentos de Riley, uma garotinha de 11 anos que está passando por mudanças, inclusive quando seus pais saem de Minnesota, para viver em San Francisco, a adaptação não é fácil, ainda mais para uma criança.
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O interessante da produção não está exatamente em Riley, no meu ponto de vista, e sim na forma como os produtores pensaram em mostrar como esses sentimentos são administrados, eles foram para dentro da cabeça da garotinha e criaram personagens que são reesposáveis por isso. São eles, Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza.
Essa é a melhor parte deste texto, o momento em que explico o porquê da importância das coisas com significado, neste caso, em especial os filmes.
Os personagens já mostram pelos nomes que cada um representa um sentimento, e cada um deles é responsável por administrá-lo.  No filme a Alegria está como uma líder do grupo, e com todo seu otimismo e alegria pulsante, faz de tudo para manter Riley sempre feliz. Até aí ótimo, afinal quem não quer estar sempre feliz?
caoa-3-review-divertida-mente-pitacos-evideoclipeAo desenrolar da trama, começamos a ver a Tristeza tentando interferir nos momentos que ficam registrados na mente da garotinha, e que sempre são impedidos pela Alegria que diz algo do tipo: “Não toque neste momento, você vai querer estragar toda esta lembrança tão feliz e importante para ela?”.
E desta forma, a Alegria se mostra uma guardiã dos sentimentos e até chegamos a crer que ela está certa e que a Tristeza, além de sua melancolia, se tornaria a vilã da história.
Fora da cabine de comando, há alguns pilares que precisam ser mantidos, como Família, Amizade, Honestidade e Maluquices, e todas as ações feitas pelos sentimentos criam reações de fortalecimento ou enfraquecimento destes pilares, construindo assim a personalidade de Riley.
Por um descuido, Alegria e Tristeza acabam saindo da sala de controle e vão parar no meio destes pilares, deixando no comando apenas Nojinho, Medo e Raiva. Pronto, está feita a lambança. É claro que Riley passa a agir com tais sentimentos, o que causa estranheza aos pais que estão acostumados a ver uma garotinha alegre e divertida.
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À volta para sala de comando é tensa fazendo com que Alegria e Tristeza vivam uma interessante aventura.
Riley_AndersonO que vemos do lado de fora, em Riley, é comum para quem já é pai ou mãe, ou para uma reflexão interna mesmo, pois todos nós passamos por mudanças constantes e temos variações de humor constantes. A observação está no seguinte ponto, Alegria passa a ver Tristeza de outra forma, afinal à volta para sala de comando foi totalmente motivada por ela, o que a faz refletir sobre a importância do equilíbrio entre os sentimentos, com uma reflexão simples dentro do filme: “Se não fosse a Tristeza, Alegria não teria voltado à sala de comando”.
Roteiro muito interessante do também diretor Pete Docter, além de Meg LeFauve e Josh Cooley que colocaram num simples desenho todo um contexto reflexivo e que nos leva para o mundo da fantasia “divertidamente”.
Qual o seu sentimento agora? Se você estiver com raiva ou medo, talvez sua Alegria tenha saído da sala de comando, mas não se preocupe, porque algum outro sentimento a trará de volta em breve.
É importante destacar que “Divertida Mente” levou o Oscar de melhor animação em 2016. Entre os concorrentes também estava o brasileiro “O Menino e o Mundo“, de Alê Abreu. Esse é o segundo Oscar e oitava indicação do diretor Pete Docter, que ganhou em 2010 com “Up: Altas Aventuras” que é esplendido e merece ser assistido.
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Veja a ficha completa aqui.
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