Depois do vinil agora a volta do cassete: Será que pega?

A música já passou por diversas mutações, desde seus mais diferentes gêneros até as formas menos e mais tecnológicas de veiculação como os antigos discos de goma-laca de 78 rotações – RPM (1890) até as transmissões via streaming da atualidade.

Entre estas evoluções no meio de consumir esta arte transformadora e altamente rentável que gerou receita de US$ 15,0 Bilhões  em todo mundo em 2015 segundo relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica – IFPI, está também a famosa “Fita Cassete“.

Fita Cassete

Quem já passou dos 30 anos certamente lembra delas, e vai dizer que não era extremamente divertido ficar na frente do toca fitas esperando sua música favorita tocar no rádio para você apertar o “REC” e registrar sequências especiais feitas com a sua seleção preferida? A única coisa chata da época eram a vinhetas que as rádios soltavam bem em cima da música ou quando o locutor falava bem no finalzinho dela.

Buscar sua música dentro da fita cassete também era um trabalho de terapia para ansiedade, era só botão rewind e fast forward até achar a música num ponto determinado da fita. E quando ela soltava a fita dentro do aparelho de som e você tinha que tirar com todo cuidado e usar a boa e velha técnica da caneta para salvar seu cassete. Demais!

Fita cassete enrolando com caneta

Não hajam dúvidas que as novas tecnologias facilitaram, ou melhor, modificaram a forma de curtir um bom som, mas acredito que eles aboliram o ritual sagrado que o vinil e o cassete ofereciam no momento que reservávamos diante do aparelho de som para ouvir aquele disco raro ou de esperar o momento exato em que o a rádio tocava aquele lançamento que você tanto queria ter em sua playlist. Não é atoa que o consumo de vinil tem sido cada vez mais atrativo e tem movimentado o mercado musical novamente com este velho formato, enchendo os olhos dos saudosistas e aderindo um público de entusiastas cada vez mais jovem.

Por incrível que pareça, nossa saudosa fitinha segue o mesmo caminho: de acordo com a Billboard americana, as vendas nos EUA em 2016 quase dobraram em relação ao ano anterior, um crescimento de 74% (129 mil cópias em 2016, contra 74 mil, em 2015). O sucesso do formato ao longo do ano passado foi capitaneado por lançamentos de nomes como Justin Bieber (“Purpose”), The Weekend (“Beauty Behind the Madness”) e 1975 (“I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiful Yet So Unaware of It”); assim como os relançamentos de Eminem (“The Slim Shady”) e Prince (“Purple Rain”).

O boom das vendas das fitas cassete também se justifica pelo Cassette Store Day, que aconteceu em escala mundial no dia 8 de outubro, marcado por lançamentos especiais para a data. Vale lembrar que antes do Cassette Store Day, tivemos por aqui em setembro do ano passado, o 1º Bazar e Encontro de Colecionadores de Fitas Cassete, em São Paulo.

Apesar do crescente interesse, as fitinhas ainda têm um longo caminho para chegar ao status do vinil. Mas a trajetória deve ser similar: encantando inicialmente os apaixonados por música e colecionadores para em seguida, ser o novo hype do momento. E você, se empolga com as fitinhas? Conta pra gente se você já teve alguma experiência com elas.

Fitas Cassete

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