Extraordinário | Confira a nossa crítica do filme – Sem spoiler

Extraordinário é sem dúvidas a melhor palavra que poderia representar o nome deste excelente filme.

O que podemos classificar como um filme excelente? Aquele que é impecável em todos os critérios? Ou simplesmente aquele que você gosta? Ou ainda, aquele que parece simples, mas que trás uma mensagem incrível e que deixa um cinema lotado de crianças totalmente caladas no começo ao fim do filme?

Pois é, Wonder (Extraordinário) fez isso pelo menos na sessão que eu estava, e eu achei o máximo, não só porque as crianças ficaram caladas, o que de certa forma é interessante também, afinal, queremos ver o filme na paz, não é verdade? Mas, porque foi possível ver o envolvimento intenso que o público presente teve com a produção.

O roteiro é uma adaptação do livro homônimo escrito por Raquel Jaramillo, sob o pseudônimo R. J. Palacio. Publicada em 14 de fevereiro de 2012 que conta a história de Auggie Pullman, um garoto que sofre da síndrome de Treacher Collins, que causa deformação facial.

A causa direta está ligada ao bullying e toda a trama nos faz perceber o quanto cada um de nós estamos diretamente ligados com algum tipo de “trauma” seja ele o que for, e o quanto isso afeta nossas vidas em sociedade, e cada um da a ênfase que o subconsciente acredita ser necessária. Em uma parte do filme o próprio Auggie Pullman (Jacob Tremblay) diz à irmã Olivia Pullman (Izabela Vidovic), “Não compare os seus problemas com os meus problemas“, em um momento onde ela permite-se desabafar junto a ele.

Na questão do filme, a trama trás além das causas de Auggie e Olivia,  outras perturbações individuais de outros personagens em forma de capítulos, como é o caso de Miranda Navas (Danielle Rose Russell), melhor amiga de Olivia.  Um capitulo que nos faz repensar, ali na sala de cinema, na forma de como avaliamos e julgamos as pessoas.

Extraordinário

Um filme equilibrado

Quando pensamos em chorar, vem um toque de bom humor que logo nos contagia, fazendo desse filme uma produção leve, sensível e diria até “fofinha” tendo um ponto de equilíbrio muito tênue entre a melancolia e o riso. É um filme que nos faz pensar e que mexe intensamente com várias emoções. Um filme com ícones marcantes da cultura pop como Chewbacca de Star Wars e várias referências sobre a saga que completam a história de maneira sútil e inteiramente relevante.

Direção, elenco e atuações

Stephen Chbosky é quem está na direção deste filme, ele também fez filmes interessantes como “As vantagens de ser invisível (2012)” e “A Série Divergente: Convergente (2016)”. Ele mandou muito bem mais uma vez em “Extraordinário” e contou com um elenco bem interessante a começar por Julia Roberts no papel de Isabel Pullman e Owen Wilson no papel de Nate Pullman, os pais de Auggie e Olivia. Embora a produção conte com esses grandes nomes, creio que a melhor interpretação do filme é a da Izabela Vidovic qeu interpreta a Olivia Pullman, chamada no filme de Via, eu gostei muito da atuação dela, na naturalidade e da entrega ao personagem deixando-a emotiva e ao mesmo tempo exercendo o verdadeiro papel de irmã mais velha, responsável por cuidar e orientar Auggie em seu novo desafio. Todos estão incríveis, mas o personagem de Vidovic me convenceu!

Importante destacar também que temos presença brasileira no filme. A veterana Sônia Braga faz parte do elenco no papel da avó de Auggie e Olivia e mesmo com uma aparição rápida, a personagem tem passagem marcante no filme pois ela é a única pessoa que dava mais atenção a Olivia enquanto seus pais se mantinham preocupados com as cirurgias de Auggie.

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Curiosidades

Uma das curiosidades mais interessantes do filme creio que seja a maquiagem feita no ator Jacob Tremblay que interpreta Auggie Pullman, ficou incrível e para quem viu o filme sem ler nada sobre ele dá até para acreditar que o ator realmente tem síndrome de Treacher Collins. Ele passava duas horas do dia para criar a todo efeito no rosto antes das gravações. Bem cansativo, não acha?

Extraordinário

Outro detalhe que muitas vezes nos filmes passam despercebidos são os pequenos detalhes colocados pelo diretor e que tem significados muito interessantes se analisados. Neste filme podemos ver a imagem abaixo onde Auggie Pullman aparece atrás de um painel onde está a pintura do artista Juan Gris intitulada “Retrato de Picasso”, criada em 1912 e que faz parte do movimento cubista. Uma pintura muito representativa que colada no filme dá o sentido representativo à síndrome de Treacher Collins.

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E aí, você já assistiu ao filme? Se sim, comenta aqui com a gente o que você achou. Agora se você ainda não viu, espero que este texto tenha motivado você a assistir, te garanto, você vai adorar!
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