Crítica | Okja | Sem spoiler

Okja

Se assim como eu você está em dúvida se vai ou não assistir ao filme Okja e está vindo aqui para tomar a sua decisão após esta leitura, já lhe entrego de primeira que vale sim apena vê-lo.

Como sempre digo eu não curto muito ler coisas sobre os filmes antes de vê-los, gosto bastante de fazer a escolha e deixá-lo me surpreender ou não. No caso desta produção foi surpresa positiva. Primeiro a capa me ganhou, mas após ver ao trailer fiquei com um pé atrás, mas claro, eu tinha que ver, especialmente por ter um compromisso com você de trazer a minha experiência com o filme.

Okja

Okja conta a história de Mija (Seo-Hyun Ahn), uma garotinha que vive na Coreia e cresce na companhia de um Super Porco, uma nova espécie encontrada no Chile e que tem a produção controlada por uma empresa americana comandada por Lucy Mirando (Tilda Swinton) que apresenta a nova espécie ao mundo, ela é cuidada em laboratório e tem 26 animais enviados para países distintos, de forma que cada fazenda que o receba possa apresentá-lo à sua própria cultura local. A ideia é que os animais permaneçam espalhados ao redor do planeta por 10 anos, sendo que após este período participarão de um concurso que escolherá o melhor super porco. Uma década depois, a jovem Mija está prestes a perder seu animal de estimação, pois ele foi o vencedor do grande concurso mundial.

Okja

A direção é de Joon-Ho Bong, que também dirigiu “O Expresso do amanhã” que também tem a Tilda Swinton no elenco e é um filme que eu adorei! #FicaDica | O diretor acertou em cheio neste filme também e entrega uma produção cheia de aventuras e uma mensagem forte sobre a defesa dos animais. É até interessante destacar esse detalhe, pois se você não come carne esse filme pode ser um bom tipo de indicação que você deve fazer para fortalecer suas causas. Agora se você come carne, aí é de se pensar e muito após vê-lo.

A atriz Tilda Swinton está incrível como sempre, eu gosto dela e sempre a vejo com bons olhos em tudo o que ela faz. Já o ator Jake Gyllenhaal, embora num papel cômico, mandou muito bem também, ele está irreconhecível na minha opinião, num primeiro momento cheguei a confundi-lo com o ator Sacha Baron Cohen (Borat). A atriz Lily Collins teve uma participação pequena no filme, ela faz parte de um grupo de ativistas que tentam ajudar no resgate do Super Porco. Valeu a participação. Agora creio que o destaque tenha ficado para a atriz coreana Seo-Hyeon Ahn, ainda não conhecia o trabalho dela. Ela mandou muito bem no papel da garotinha Mija e sua busca incansável para salvar Okja das mãos de Mirando.

A produção gráfica do filme também é muito bacana, especialmente a construção de Okja que foi construída a partir de um planejamento muito bem definido pelo diretor Joon-Ho Bong e o supervisor de VFX (Efeitos especiais), Erik De Boer (vencedor do Oscar as aventuras de Pi). O animal teria de ser diferente, mas ao mesmo tempo trazer algo próximo a nós. Não poderia simplesmente ser um porco, afinal ele deveria ser grande e uma nova descoberta. E como trazer estas referências para o personagem? “Para mim, o pontapé inicial tinham dois aspectos da criatura: Tinha que ser muito grande, e também parecer dócil, introvertida, e triste” disse o diretor a Vulture.com. E foi aí que eles construíram uma imagem de um animal com orelhas grandes e com um olhar triste que rapidamente nos deixa envolvido com seu comportamento e personalidade.

Okja

Okja é um filme incrível com atuações, direção e efeitos visuais muito interessantes e que vale sim a pena ser visto. Não se deixe levar pelas primeiras impressões do trailer onde se vê uma garotinha brincando com um bicho que você nunca viu. Assista, se evolva e reflita. Eu recomendo!

Ah!! Está disponível na Netflix. Aproveita!
 

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