Crítica do Filme Rememory | Quando devemos nos permitir esquecer?

Rememory - Máquina de ler memórias Peter Dinklage - critica do filme

“Não sabemos o real valor de um momento até que ele se torne uma memória” — Rememory (2017)
“Relembrar” é a palavra motriz desse filme. Peter Dinklage, que ficou conhecido por seu papel como Tyrion Lannister em Game of Thrones está na ativa em Hollywood, agora interpretando Sam Bloom, um rapaz que sobreviveu a um acidente de carro, que acabou por tirar infelizmente a vida de seu irmão.
Carregando consigo esse trauma, Sam tenta lembrar das últimas palavras de seu irmão a todo o custo. Isso o faz cruzar seu caminho com um proeminente doutor, especialista em memória, que desenvolveu uma máquina capaz de gravar todas as lembranças da vida de alguém e criar um vídeo com a mais pura realidade, sem parcialismos e edições de nossa mente. Uma promessa capaz de mudar a vida de toda a espécie em uma forma de catarse. A máxima do doutor era que ao entrar em contato com a realidade do passado, cada paciente poderia entrar em contato com a mais pura verdade de si sob as lentes de sua própria mente.
O doutor, Gordon Dunn (interpretado por Martin Donovan) acaba sendo encontrado morto em seu escritório e Sam tenta a todo o custo descobrir as causas que levaram ao falecimento do médico investigando todos os que estiveram por perto na época do ocorrido.
Investigação no filme Rememory - Peter Dinklage
Destaque para Peter, que traz uma ótima atuação, assim como o elenco de suporte, como Julia Ormond que interpreta Carolyn Dunn, a esposa de Gordon e Anton Yelchin, que faleceu recentemente e deu tudo de si nesse filme.
O filme traz uma ficção científica leve, com foco em drama e na relação dos personagens entre si e discutindo a todo o tempo o valor real de toda a memória para as pessoas usando os personagens como elementos em um quebra cabeças e lançando o questionamento: vale a pena fazer a mente deixar de esquecer certas coisas? Até aonde é realmente positivo nos lembrarmos de tudo o que vivemos? Não seria melhor deixarmos o passado no passado?
Esse mistério acaba por revelar um a um, as motivações de cada personagem, com uma espécie de auto-descoberta, revelando por fim grandes plot twists, que desconstroem a ficção, trazendo-a mais para a nossa realidade, mostrando como as pessoas se comportam normalmente para cada ação… com amor e com certo egoísmo às vezes e que as coisas simplesmente não contam com um botão de rebobinar ou de deletar… não somos máquinas, somos humanos e feitos, quer seja positivamente ou negativamente, de memórias.
Fica a recomendação para o filme, não deixem de comentar o que acharam.
Trailer do Filme:

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