8 motivos para ver La Casa de Papel na Netflix

Também quero entrar na Casa de Papel, posso?

A série foi criada por Aléx Pina, produzida pelo canal espanhol Antena 3, e os direitos de exibição são da Netflix. Embora tenha sido lançada, sem muito alarde, no final de 2017, emplacou mesmo em 2018.

Tudo começa quando um homem, que se apresenta como Professor (Álvaro Morte), reúne 8 pessoas que “não teriam nada a perder”, para que juntos executem o mais audacioso assalto da Espanha: roubar a Casa da Moeda, local de fabricação e maior concentração de papel moeda do país!

Destemidos, né? E tudo isso sem que haja uma única morte, ação ousada e subversiva que além de deixá-los milionários, os transformariam em heróis da nação, pois o plano é imprimir o dinheiro roubado, e não “tirá-lo de alguém”.

La casa de papel

Os integrantes da quadrilha, escolhidos em função de suas habilidades criminosas, tais como falsificadores, especialistas em armas, arrombamento de cofres e até um hacker, são isolados numa casa durante meses para que estudem todos os detalhes do plano, bem como os possíveis imprevistos, adotando cada um o nome de uma cidade, para que suas identidades sejam preservadas. Eles são clinicamente treinados e orientados a seguir as regras: não compartilhar detalhes de seu passado e não se envolverem afetivamente.

A princípio a narrativa é da criminosa Tóquio (Úrsula Corberó), embora no decorrer da trama, outros personagens também ganhem voz.

Chegado o grande dia, eles tomam a instituição, mantendo várias pessoas como reféns, entre funcionários e jovens estudantes de uma excursão. Assim que a Polícia é acionada somos apresentados aos agentes Ángel (Fernando Soto) e Raquel (Itziar Ituño), que se desdobram para descobrir a identidade dos autores do crime e negociar a liberação dos reféns, entre outros conflitos.

Ok, até aí nenhum spoiler! Nada que não se saiba nas sinopses da vida!

la casa de papel

E PORQUÊ VOCÊ DEVERIA VER LA CASA DE PAPEL?

Listo aqui alguns dos meus argumentos:

1 – Não é uma série de língua inglesa.
Eu valorizo demais quando uma série/filme de qualidade é produzida fora desse eixo EUA/Inglaterra, e ganha essa visibilidade gigantesca! Não que o cinema espanhol seja carente, muitíssimo pelo contrário (vide Almodóvar, rei de tudo!), mas fala a verdade, uma produção, um idioma diferente já desperta a curiosidade, vai?!

2 – Um elenco novo (pra nós) e fora dos “padrões”
A menos que você seja consumidor de tv e cinema espanhol, você nunca viu esse pessoal! O que já seria um bom motivo pra acompanhar, pois salvo uns pequenos exageros nos diálogo e deslizes comuns de roteiro, os caras mandam muito bem!
Curti também pequenos detalhes, como não trazer um elenco estereotipado, aquele padrão de “beleza perfeita” hollywoodiano: o elenco tem curvas, tem nariz grande, tem cacheados, tem gordinhos, tem muitos poros, gente de verdade, sabe? Sim, eu reparo nisso! rs

3 – A fotografia é sensacional!
Olha láaaaa, a que fala da fotografia…
Resumão das definições de fotografia.: refere-se aos tipos de luz, planos, enquadramentos, filtros, cores, que podem exercer a função de influenciar sensações, estado de espirito (dramas, terror), época (lembranças, cenas de antigamente), etc.

A fotografia da série é muito bem feita, um planejamento de luz e sombras intenso e a presença de elementos cênicos vermelhos é muito legal. Adorei a abertura também!

4 – Mulheres, muitas mulheres!
Sim! Mulheres nos papéis centrais, dando vida a personagens relevantes, inteligentes, fortes, empoderadas (Nairobi, melhor pessoa! <3), mas também cheias de conflitos e demônios. Enfim,  humanas! Nem precisa falar mais nada, né? #girlpowermores

5 – Te prende e te deixa muito inquieto!
Já se viu torcendo pro vilão, pro perverso? Síndrome de Estocolmo não é “mimimi”? Shippando um casal completamente improvável? Então vem, #tamojunto

6 – Não houve um forte apelo de marketing.
Diferente de outras séries, produção Netflix ou não, La Casa de Papel não foi super explorada em propagandas massivas. No geral, o sucesso se deve à divulgação boca-a-boca!

7 – A trilha sonora é bem legal
Embalando os 13 episódios temos pop, fado, reggaeton, Beethoven e por aí vai! Destaques para a abertura, com My Life Is Going On, da Cecilia Krull que eu adorei, e claro, Bella Ciao, uma canção muito popular e importantíssima na Europa.
A origem dela é incerta, mas uma das teorias dizem que teria sido uma “cantiga de camponeses”, e se tornou conhecida no mundo todo como hino da Resistência Italiana ao nazifacismo, durante a Segunda Guerra Mundial.
A canção já foi entoada em outros protestos de partidos da esquerda, como os pró-democracia de Hong Kong, conhecidos como Revolução dos Guarda-chuvas (em alusão ao uso do acessório como proteção ao gás lacrimogênio) e nos célebres atos de 2013 na Praça Taksim Gezi, em Istambul.
Bônus: a trilha sonora está disponível no Spotify e na Deezer. Confira abaixo:


8 – Tem mais episódios por vir!
Yes! A obra original foi remontada pela Netflix, modificando o número de episódios da versão original para que houvesse mais de um ciclo. A segunda parte já tem data de estreia: 06 de abril!

E aí, o que vocês acharam da série?
Vale a ansiedade para próxima temporada?
Não curtiu?
Conta pra gente sua opinião sobre esse que já é um dos primeiros fenômenos de 2018!

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